O nome pode não ser fácil, mas o sistema, sim. Home Broker - em inglês, "investidor doméstico" - atualmente é uma das ferramentas mais práticas para o serviço de compra e venda de ações (títulos) e opções (ações em aberto) na Bovespa. No sistema tradicional, o investidor compra as ações e um corretor monitora o desempenho delas através de uma agência de corretagem. Todas as ordens de investimentos têm de ser mediadas pelo funcionário da empresa financeira. Através do Home Broker, o próprio investidor adquire, compra e monitora as ações.
O programa é disponibilizado pelas corretoras nas suas páginas virtuais. Ele possibilita a visualização do pregão e acompanha o desempenho das ordens ao vivo. Os mesmos websites demonstram como fazer as principais operações do programa em vídeos explicativos. Atualmente, 30% dos investidores brasileiros usam essa ferramenta.
Clique aqui para ver o sistema utilizado pela Ágora, precursora no Brasil
Fábio Silva, 24 anos, é estudante de administração e decidiu investir através do sistema Home Broker pela praticidade. "A Bolsa tá subindo, tá descendo, e eu posso estar com meu notebook aqui, no trabalho, na praia e monitorando o que tá acontecendo", diz o estudante. Ele investe em ações pois busca uma renda extra, residual, que independe do trabalho. Fábio começou a aplicar através do sistema tradicional e, depois, conforme adquiriu confiança e conhecimento sobre os fluxos da Bolsa de Valores, partiu para o sistema Home Broker.
Apesar do perfil médio do investidor que usa o Home Broker ser de alguém com uma noção prática do mercado, com certa experiência, Alfredo Meneghetti, economista da Fundação de Economia e Estatística, afirma que não há necessidade de conhecimento prévio. "Vai se aprendendo aos poucos", diz Meneghetti. Esse medo de investir faz com que, no Brasil, somente 1% das pessoas físicas atuem na Bolsa, aproximadamente 170 mil. Nos Estados Unidos, mais da metade da população investe em ações. Para os mais inseguros, há diversos cursos que assessoram o investimento, como os da XP investimentos. Além de literatura: três exemplos de livros são "Aprenda a Investir em Ações" e "A Operação na Bolsa via Internet", de Carlos Brum (Editora Ciência Moderna), e o best-seller "Pai Rico Pai Pobre", de Robert Kiyosaki (Editora Campus).
O programa é disponibilizado pela maioria das corretoras, mas não todas. É necessário consultar o site da Bovespa, que contém a lista das Home Broker disponíveis, ter uma conta no banco e, com até R$ 3 mil, começar a montar a sua cartela de investimentos. O valor do serviço de Home Broker varia por corretora, mas geralmente são cobradas apenas as tarifas por transações na Bolsa, e não o uso do software.
O economista Meneghetti afirma que "ou você entende que as empresas podem ajudar o teu futuro, ou você fica refém de banco. Isso quer dizer que você vai botar dinheiro na caderneta de poupança e eles vão te render míseros 0.7, 0.6% de lucro ao ano". Fica a dica da importância de se informar sobre o mercado acionário.
Matéria publicada na CYBERFAM
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